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Plotagem de carros para empresa: veja como fazer

20 novembro, 2016 8:30 am | Criado por | sem comentários | 11 meses

Plotagem, adesivagem, envelopamento e aplicação de decalque, entre outros, são os vários nomes dados ao processo de transformação da lataria do veículo em parte ou por completo. Mas do que se trata, como é realizada e quais são as implicações legais da plotagem de carros? As respostas estão nos tópicos a seguir. Confira!

O que é plotagem?

A plotagem de carros ganha esse nome devido à máquina que realiza alguns tipos de aplicação do material adesivo no veículo: o plotter. Trata-se de uma técnica de cobertura da lataria do carro ou da moto, que é feita com a colagem de um adesivo sobre uma parte do veículo, como o teto ou o capô, ou até mesmo para cobrir todo o carro. Outra situação em que a plotagem é praticada é na aplicação de dizeres publicitários nos vidros ou em outras partes do automóvel.

Qual é o material utilizado na plotagem de carros?

Você pode notar nas ruas que são várias as cores e as texturas que podem aparecer nos veículos plotados. Mas o trabalho é sempre feito com um material plástico chamado vinil. Esse material pode apresentar em sua superfície uma composição porosa, fosca e lisa, imitando a fibra de carbono, ou diferentes colorações, dependendo apenas do processo de fabricação do vinil próprio para esse tipo de trabalho. Os rolos de vinil costumam variar entre 1m e 1,52m de largura e entre 0,7mm e 0,12mm de espessura.

Como se dá o processo de aplicação?

Se você está pensando em adquirir o vinil da sua preferência e fazer o serviço em casa, esqueça. Para que a plotagem de carros seja realizada da forma adequada, é necessário que profissionais especializados – que saberão realizar a moldagem, a eliminação de bolhas e a aplicação de calor em alguns pontos necessários – realizem esse tipo de serviço. Na verdade, não se trata de um trabalho tão complexo, mas, sim, que exige ferramentas específicas, precisão, cuidado e bastante prática para que a ideia de transformar o veículo em algo mais atraente seja executada com êxito.

Quanto tempo demora?

O tempo para que a plotagem seja realizada vai depender do tipo de serviço solicitado. Os trabalhos de aplicação de publicidade costumam ser mais rápidos. Mas se o envelopamento for feito em áreas maiores do carro, o serviço pode demorar vários dias. Isso acontece porque a colagem do vinil no veículo não se dá imediatamente. A fixação retardada, na verdade, é proposital. Isso porque é necessário que o profissional consiga manusear o adesivo, para que a adaptação a cada vinco, curva e detalhe da lataria seja devidamente coberto sem imperfeições.

Além do trabalho minucioso de aplicação, muitas vezes é necessária a retirada de algumas peças para que o serviço seja feito com o máximo de perfeição possível. Isso faz com que a solicitação tenha que ser feita com, no mínimo, 10 dias de antecedência.

O envelopamento pode ser retirado, caso o proprietário deseje?

A ideia da plotagem de carros é exatamente proporcionar que o dono do veículo modifique os aspectos visuais do automóvel de maneira reversível. Assim, não é necessária a realização de pinturas ou processos definitivos, prejudicando possíveis revendas ou garantias de fabricação.

O veículo pode se manter plotado por toda a sua vida útil?

O vinil utilizado para a plotagem sofre com efeitos do sol, da umidade e de produtos químicos para limpeza, além do desgaste natural. Portanto, para que o carro permaneça sempre com o efeito desejado do envelopamento, é necessário retirar o revestimento no prazo indicado pela oficina.

Mas atenção: a retirada não deve ser feita por conta própria. Muitas vezes, é necessária a aplicação de solventes para que a cola se solte por completo e, normalmente, o serviço de descolagem do vinil pela oficina é acompanhado de uma garantia, evitando surpresas desagradáveis.

Mas adesivar o carro (ou algumas peças) não vai estragar a pintura?

Como dissemos no tópico anterior, é possível que a plotagem seja retirada mantendo a pintura original do carro, sem deixar vestígios ou arranhões. Mas isso depende de alguns fatores, como:

  • Utilização de material vinílico de boa procedência;
  • Serviço profissional realizado com qualidade;
  • Cuidados devidos com limpeza e manutenção da superfície do vinil;
  • Retirada no prazo correto de validade.

A pintura original pode ser protegida com um vinil transparente?

Na verdade, não existe um material vinílico feito para a aplicação em veículos. O que o mercado disponibiliza, nesse caso, é uma cobertura feita de poliuretano. O que pode inviabilizar esse tipo de envelopagem é o preço. Essa cobertura plástica chamada “antichip” chega a custar entre 5 e 8 vezes mais do que a plotagem com o vinil tradicional.

A plotagem de carros pode ser feita para esconder ferrugens e imperfeições?

O ocultamento de arranhões, amassados e pontos de ferrugem na carroceria vai depender do potencial de adesão da lataria ao material. Isso porque uma perfeita aplicação está diretamente relacionada à existência de uma superfície lisa, uniforme e limpa. Portanto, imperfeições na carroceria do carro ou da moto podem fazer com que o serviço não fique tão bom, dependendo de um serviço prévio de lanternagem e pintura.

Plotar o carro é algo passível de multa?

Estar dentro dos parâmetros legais do Código Brasileiro de Trânsito com um carro plotado é algo que dependerá das cores e da quantidade de vinil que forem aplicadas no seu veículo. Se o automóvel ou a moto têm mais de 50% da cor modificada por um trabalho desse tipo, é necessário procurar o Detran da sua cidade para solicitar a modificação do documento para a devida identificação. Caso contrário, o condutor pode ter que arcar com uma infração grave, que leva à retenção do veículo e a uma multa de R$ 63,32.

Em quais casos é recomendada a plotagem?

A plotagem de carros pode ser bem útil nos seguintes casos:

Gostou de saber mais sobre plotagem de carros? Então leia sobre o envelopamento de veículos em nosso outro post!

Sobre o autor dessa postagem

Gustavo Mota

Fundador e CEO da We Do Logos, 35 anos, formado em design gráfico, pós-graduado em Marketing pelo IBMEC. Trabalha com internet há 17 anos. Possui larga experiência em soluções online e fundou uma das primeiras plataformas brasileiras de crowdsourcing, a We Do Logos. Apaixonado por empreendedorismo, é professor de inovação e planejamento, é mentor de startups, consultor do Sebrae/RJ, colaborador e palestrante da Endeavor além de mentor e palestrante de diversos eventos em todo Brasil como o Startup Weekend, Semana Global de Empreendedorismo, Semana do Micro Empreendedor e Feira de Empreendedorismo.