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Conheça os 5 modelos de canvas específicos para certos negócios

8 agosto, 2016 9:00 am | Criado por | sem comentários | 10 meses

Sabe-se que uma boa ideia não é o suficiente para começar um negócio . Com um mercado cada vez mais competitivo, faz-se necessário encontrar estratégias e alternativas para que uma empresa consiga se consolidar e conquistar bons resultados.

Os modelos de negócio Canvas, ou modelos de canvas (para resumir), são uma ferramenta de planejamento estratégico que permite desenvolver e esboçar modelos de negócios novos ou já existentes.

Essa ferramenta pode ser muito eficiente para startups e novos negócios, mas também pode auxiliar negócios já em operação. Modelo de negócio é o modo como a empresa cria vai criar valor, entregá-lo ao cliente e gerar renda no processo.

Desenvolvido por Alex Osterwalder, o modelo canvas funciona como uma ferramenta para que os empreendedores pensem e definam as questões mais importantes para o seu negócio. O nome “Canvas”, que significa tela em inglês, trata da possibilidade de se enxergar a empresa como um quadro único que consolida todos os aspectos importantes para viabilizar a análise do projeto.

Escolher entre os modelos de canvas o ideal para a sua organização é uma decisão importante que pode ajudar nos próximos passos. Vamos, então, entender o conceito e conhecer melhor alguns deles.

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Saiba mais: Entenda o que é matriz SWOT e como usar na sua empresa

O modelo de Canvas e suas 9 dimensões estratégicas

O Canvas é um mapa visual que permite que o empreendedor tenha uma visão completa e sistêmica de seu negócio. São nove tópicos, que abrangem as principais áreas de um negócio: clientes, ofertas, infra-estrutura e viabilidade financeira.

Conheça os nove campos do modelo, que transformam a metodologia em uma das mais completas ferramentas para os empreendedores, criando uma dinâmica de colaboração entre essas áreas que funciona com uma verdadeira ferramenta de gestão.

1- Parceiros Estratégicos

Todo empreendedor deve ser bastante cauteloso e exigente na hora de escolher quem serão os seus parceiros e fornecedores estratégicos. É importante conhecer o que cada um deles tem a oferecer para a organização e pensar em como fortalecer as relações, a fim de reduzir riscos, economizar recursos e otimizar processos.

2- Atividades chave

As atividades chave são as ações mais importantes realizadas pelo empreendedor para fazer o negócio funcionar.

3- Recursos chave

São os recursos mais importantes que geram valor para o cliente. Os recursos necessários para realizar as atividades chave,

Esses recursos podem ser  físicos, intelectuais, financeiros e humanos. Entender o que se espera de cada um desses recursos e como eles devem se relacionar é um ponto importante para o sucesso e para a consolidação de um novo negócio.

4- Estrutura de custos

O modelo Canvas prevê a relação e integração entre os diversos tópicos tratados. No caso da avaliação de estrutura de custos, por exemplo, ela só faz sentido quando relacionada com as áreas citadas anteriormente. Para que o gestor pense sobre os seus custos, precisa avaliar quais são as atividades e recursos mais caros, por exemplo. Além disso, é preciso entender a importância do custo na entrega – é uma empresa que se diferencia pelos baixos custos ou pelo valor? Essa percepção é essencial para determinar os próximos passos.

5- Relações com clientes

As relações com os clientes são um dos pontos mais importantes de qualquer negócio e o Canvas permite que o empreendedor reflita sobre isso. É preciso entender qual a expectativa do cliente em relação àquela marca, qual é o relacionamento que se deseja construir com ele e, sobretudo, quais são os passos e etapas para alcançar o ponto ideal.

6- Canais

Os canais são os meios de contato da empresa com seus clientes.Eles podem ser canais de comunicação, distribuição ou de venda, como por exemplo, redes sociais (comunicação), correios (distribuição) e 0800 (pós-vendas). É preciso escolher como o trabalho será feito, partindo da preferência dos clientes. Através de quais canais seus clientes querem ser contactados? O modelo Canvas auxilia a identificação pelo empreendedor dos canais mais adequados ao modelo de negócios.

7- Segmentos de mercado

Avaliar os segmentos de mercado significa entender para quem a empresa cria valor – quais são os clientes mais importantes e quais são as suas necessidades e demandas específicas. Mais uma vez, reforçamos o caráter sistêmico do modelo, uma vez que essa informação só tem importância quando avaliada em conjunto com o restante.

8- Fontes de receita

Como gerar receita e fazer o cliente pagar por ela? Neste que é um dos mais interessantes modelos de canvas, é preciso entender quanto o cliente está disposto a pagar pelo seu serviço ou produto, como paga e qual a importância de cada fonte de receita para o negócio.

9- Propostas de valor

Mais do que um produto ou serviço, o cliente compra uma proposta de valor, ativos intangíveis, que fazem toda a diferença na percepção do público. Essa é uma das informações mais importantes para o negócio. Qual o problema o seu produto ou serviço ajuda o cliente a resolver? Ele percebe esse valor? Seu negócio satisfaz as necessidades do cliente? Essas respostas são essenciais para a estruturação ou adaptação do negócio.

Veja também: Plano de comunicação empresarial: por que e como fazê-lo?

Outros tipos de modelos de canvas

A partir do modelo original, o tradicional Business Model Canvas, vários estudiosos desdobraram novos modelos Canvas, que levam em consideração algumas especificidades e necessidades específicas de cada setor ou empreendedor. Veja aqui quais são os modelos mais utilizados e descubra o melhor para o seu negócio.

Business Model Canvas (BMC)

Pode-se dizer que esse é o modelo que originou todos os outros, servindo de base e inspiração. É o resultado da pesquisa de doutorado de Alex Osterwalder e serve, principalmente, para conceber e compreender as diferentes possibilidades e variáveis dentro de um modelo de negócios.

Seus pilares são: parceiros, atividades, recursos, estrutura, relações, canais, segmentos, fontes e proposta de valor – os aspectos originais que já discutimos na apresentação do modelo.

Innovation Management Canvas (IMC)

Uma adaptação muito interessante do IMC, com o foco no planejamento de programas corporativos de inovação. São oito áreas que devem ser avaliadas e interligadas para que o gestor seja capaz de aplicar novos processos e ideias à sua empresa. São elas: estratégia, pessoa, estrutura, processo, relacionamentos, liderança, cultura e funding.

Lean Canvas (LC)

Uma opção bastante interessante entre os modelos de canvas, sobretudo para startups, na medida em que ajuda o empreendedor a conceber diferentes possibilidades de modelos de negócios – e já sabemos que essa decisão influencia totalmente os próximos passos e até mesmo os resultados da empresa.

O Lean Canvas foca em possíveis problemas e soluções, em indicadores e barreiras de imitação, permitindo um maior conhecimento do mercado e do produto ou serviço.

Project Canvas (PC)

Trata-se de uma adaptação do modelo original, focada em projetos. O PC permite planejar e controlar a execução de projetos diversos, a partir do preenchimento de uma tela que tem como finalidade a avaliação de objetivos, desafios, requisitos, riscos, premissas, públicos, entre outros fatores essenciais.

Business Model You (BMY)

Um modelo de canvas para quem precisa planejar a própria carreira. O BMY propõe a reflexão sobre elementos essenciais para a carreira de qualquer pessoa, permitindo uma visão mais completa e ampla da situação. Você deve avaliar, por exemplo, seus recursos, suas atividades, seus parceiros e seus clientes.

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Veja mais: Plano de Metas: como fazer, acompanhar e atingir resultados.

Agora que você já conhece as possibilidades de modelos de canvas, é só escolher aquela mais adequada ao seu negócio e mãos à obra!

Para saber mais sobre os benefícios do Canvas, leia aqui o nosso artigo completo sobre como planejar o negócio e usar a plataforma.  Bom trabalho e sucesso!

We Do Logos

Sobre o autor dessa postagem

Gustavo Mota

Fundador e CEO da We Do Logos, 35 anos, formado em design gráfico, pós-graduado em Marketing pelo IBMEC. Trabalha com internet há 17 anos. Possui larga experiência em soluções online e fundou uma das primeiras plataformas brasileiras de crowdsourcing, a We Do Logos. Apaixonado por empreendedorismo, é professor de inovação e planejamento, é mentor de startups, consultor do Sebrae/RJ, colaborador e palestrante da Endeavor além de mentor e palestrante de diversos eventos em todo Brasil como o Startup Weekend, Semana Global de Empreendedorismo, Semana do Micro Empreendedor e Feira de Empreendedorismo.