como criar um manual de identidade visual

Como criar um manual de identidade visual

3 fevereiro, 2016 11:02 am | Criado por | sem comentários | 2 anos

Investir em um projeto de comunicação forte para a sua empresa é essencial. Nesse cenário, o design é parte integral da missão de se manter competitivo — e vai muito além da criação de logos! Você sabe, por exemplo, como criar um manual de identidade visual?

Esse documento funciona como uma certidão de nascimento do seu logotipo. Nele, constam as informações principais para identificá-lo e são descritas as principais direções a serem usadas em toda a comunicação da sua marca.

Antes de mostrarmos como criar um manual de identidade visual, no entanto, vale entender um pouco mais sobre ele e por que a sua empresa precisa de um! Veja também: “Inovar é preciso! Renovar a identidade visual vende mais”.

Como criar um manual de identidade visual

1. O que é um manual de identidade visual?

É o documento que contém os elementos de sua identidade visual, grafismos, tipografias, cores, padrões gráficos e regras que regem a aplicação de sua marca. Dá pra imaginar o quanto ele é importante para o sucesso do seu branding, certo? Imagine se você tivesse um guia para pautar suas decisões e garantir que você não errasse nunca? Pois é!

No processo de criação de uma identidade visual, respaldamos a marca com a criação desse guia para garantir que, independentemente de quem está fazendo o layout, sua marca estará em seu melhor e seguirá os mesmos padrões.

Esse manual também serve, portanto, para padronizar o uso de recursos gráficos ligados à sua marca. Assim, dá para garantir que o logotipo tenha sempre a cor correta, além de que todas as formas sejam executadas de maneira adequada.

2. O que encontro no manual de identidade visual?

Não há como criar um manual de identidade visual sem saber o que deve constar nele, certo? Por isso, ao consultar o manual de identidade visual de uma marca, devem ser encontrados seu logotipo e seu conceito em versões verticais e horizontais, caso existam.

A primeira versão que vem no manual, geralmente, é a que a empresa prefere utilizar em suas aplicações. Tente usá-la sempre. No manual constam também indicações de como usar a tipografia, qual o nome da fonte e a aplicação dessa família tipográfica. Será apresentado o alfabeto e os números e, provavelmente, haverá instruções de uso.

Se a marca usa uma tipografia em seu logotipo, mas prefere usar outras famílias para alguma outra forma de comunicação (pode ser que você precise de uma família tipográfica serifada, por exemplo, para grandes massas de texto como de contratos e documentos), todas as indicações de como esse uso deve acontecer estarão no seu manual de identidade visual.

Além disso, são indicadas as cores da marca em suas padronizações específicas, com seus códigos em CMYK, RGB e na escala Pantone, além de outras aplicações que podem ser necessárias para seu uso específico.

Caso sua empresa precise de muitas placas produzidas com um tipo de tinta específico, por exemplo, essa informação também deverá constar nas informações de cores do documento. O manual de identidade visual apresenta os diversos padrões de aplicação de sua marca para que ela seja sempre utilizada de forma correta.

Mostra o espaçamento, o alinhamento e a proporção que a marca deve ter, além de seus tamanhos mínimos. Assim, é possível assegurar que seu logotipo sempre esteja legível e na sua forma mais fiel. Afinal, o que não é visto não é lembrado, e a legibilidade é uma das informações mais importantes do seu manual de marca!

Veja mais: Qual a importância da identidade visual para o seu negócio?

3. Para que serve um manual de identidade visual?

O manual de identidade visual tem a função de explicar a lógica construtiva da marca, introduzir os elementos que a compõem, estabelecer suas variações e conceber a organização dos elementos — e a maior parte de suas aplicações do dia a dia.

Por ser um documento, nele constam todas as informações referentes à sua marca e ele deve ser compartilhado com sua equipe de criação, fornecedores que precisam fazer uso do seu logo e também com as gráficas que produzem seu material de comunicação offline.

É por meio dele que esses profissionais conseguem entender como preservar sua marca em todos os momentos de sua aplicação para que ela saia sempre como deveria em todos os formatos e mídias. Sua utilização é normativa e garante que suas peças gráficas serão produzidas com a correção necessária, mas também dentro de um tempo ágil.

Esse material, quando compartilhado com os profissionais de comunicação que cuidam de suas peças, faz com que seja mais fácil entender toda a lógica por trás da sua marca. Assim, eles não precisam estudar novamente soluções que já estão definidas — como escolher um tom de azul para usar nos links do seu site, por exemplo.

Se sua marca fizer uso dessa cor, essas especificações estarão no manual e o designer poderá acessá-las de maneira simples, sem ter que recorrer a diversos profissionais durante o processo. Devido ao detalhamento de informações em sua composição, o manual de marca evita retrabalhos e erros de impressão e aplicação — lembre-se que tempo é dinheiro.

Além disso, ele garante que, independentemente do profissional ou da equipe trabalhando na sua comunicação, todas as peças serão feitas com uma qualidade mínima, especificada nos parâmetros definidos por seu manual. Quanto mais completo ele for, melhor será sua comunicação institucional.

Uma identidade reconhecida é uma identidade preservada, ou seja, aplicada de acordo com a maneira como foi concebida. Você investiu em um trabalho de branding e é o manual de identidade visual que vai garantir a sua aplicação. Consegue entender o quanto ele é importante para o sucesso do seu empreendimento?

Confira o case de sucesso do restaurante Point do Macarrão que criou toda sua identidade visual online: CASE Point do Macarrão.

4. Quais os limites do manual de identidade visual?

Um manual pode ser tão simples ou complexo quanto necessário. No caso de empresas maiores, que produzem, com frequência, determinados tipos de material impresso, é possível que ele seja completo o suficiente para automatizar boa parte desses processos.

Em multinacionais, por exemplo, é comum que existam vários manuais de identidade visual. Eles definem a aplicação da marca em meios impressos, ambientações e até na forma como redatores e publicitários criarão anúncios que façam uso da identidade visual de sua marca. Tudo depende da necessidade do seu negócio.

O manual de identidade visual é pronto para ser adaptado, dividindo-se muitas vezes em capítulos e cobrindo a maior parte das necessidades de comunicação que sua empresa vai enfrentar. Uma marca forte é essencial para que sua empresa se posicione de maneira mais profissional no mercado e, com certeza, vai te ajudar a vender muito mais!

Nossa dica é: não deixe para se preocupar com isso lá na frente. Tenha em mente a necessidade de se comunicar da forma certa desde o primeiro investimento. Dê uma olhada nos logotipos criados pelos designers da We Do Logos para uma empresa que cria canções de amor sob encomenda e veja o quanto uma boa marca é importante!

5. Como criar um manual de identidade visual?

O reconhecimento de algumas marcas e identidades visuais só é possível graças ao trabalho de nossos amigos publicitários, pois uma de suas tarefas é elaborar o Manual de Identidade Visual, que se baseia em informações do público-alvo de um produto para fazer seu logotipo e orientar seu devido uso para gerar identificação imediata.

Para profissionais e curiosos, a seguir há informações sobre como produzir o manual. Depois de traçar o perfil do seu público, para identificar que elementos devem ser utilizados na produção de um logotipo, o profissional produzirá o Manual de Identidade Visual com o intuito de construir a essência de uma marca e, desse modo, proporcionar a padronização em suas aplicações, garantindo unidade em sua identidade.

Confira: 3 Marcas que reformularam sua Identidade Visual e estão vendendo mais

5.1. Visão geral da marca

Embora não seja um elemento exatamente visual, é necessário oferecer uma visão geral a respeito da marca no manual. Nesse momento você deve apresentar um pouco a respeito da história da marca e tratar do conceito de elaboração.

Essa é uma hora adequada para explicar, de maneira rápida e contundente, a importância de cada elemento para a constituição da marca. Isso faz com que a identidade visual fique mais fortalecida e também garante que ela seja estruturada da maneira correta.

5.2. Logotipo

O logotipo é a “foto 3×4” do manual da identidade. Sem ele, não há como criar um manual de identidade visual. Por meio deste você deve apresentar sua aplicação principal e variações, como, por exemplo, horizontal e vertical.

Esse é o elemento mais importante da sua comunicação visual porque funciona como se fosse a representação da sua marca. Dele derivam todos os elementos que devem estar presentes no manual de identidade visual.

5.3. Cores

Nem todas as cores poderão representar o logotipo. Nessa hora você apontará, no manual, quais são as cores em que é possível apresentá-lo e como combinar de acordo com o fundo utilizado.

Esse tipo de abordagem evita que uma marca vermelha seja apresentada em azul — como poderia ser o caso da Coca-Cola, caso ela não tivesse um manual muito bem definido. Essa também é uma forma de trazer possibilidades sobre o que pode ser apresentado para a marca de acordo com cada situação.

5.4. Tipografia

Outro elemento para completar a identidade da marca são as fontes utilizadas. Existe a fonte principal e as secundárias. Nesse momento o profissional deve indicar quais e como devem ser utilizadas as fontes na reprodução do logotipo, do slogan e de outros textos.

Essa definição é importante porque vai garantir unidade a toda a comunicação escrita. É essencial lembrar-se de que todas as fontes escolhidas devem se relacionar e estar em harmonia com o logotipo, de modo que haja coerência na identidade visual.

5.5. Desmonte do seu logotipo

Nesse ponto são apresentadas algumas variações da marca, mostrando o que pode e o que não deve ser feito. São mostradas combinações de cores, uso do monocromático, o preto e branco, o tamanho e as proporções que se deve utilizar em cada tipo de peça.

Além disso, também vale indicar proibições e uso impróprio do logotipo — como não esticar ou achatar a imagem, colorir bordas, inverter símbolos, entre outros. Esse é um dos pontos mais importantes para garantir que a essência da marca seja mantida e também para fazer com que a integridade do logotipo não seja perdida.

Ao mesmo tempo, é uma forma de dar versatilidade ao mesmo elemento. Essa é uma das partes mais importantes do seu manual, uma vez que evita erros grosseiros de impressão ou de aplicação e que podem comprometer todo o processo de branding e de criação da identidade visual.

5.6. Redução da marca

Dependendo do tipo de aplicação visual, a marca pode ser reduzida, como em material de papelaria ou em outras aplicações. Nesse caso, é importante definir como deve acontecer a redução da marca.

Esse elemento estabelece os parâmetros mínimos para a redução de modo a não prejudicar a legibilidade, além de garantir que os elementos não fiquem confusos. A depender do tamanho de redução, é possível definir um uso mais minimalista de elementos da marca de modo a conseguir adaptar a identidade visual ao meio em questão.

5.7. Espaço em branco

Outro elemento que precisa ser considerado no manual de identidade visual é o espaço em branco a ser utilizado ao redor do logotipo. Esse elemento é importante porque é o responsável por oferecer o que é conhecido como “arejamento de marca”.

Assim, devem estar definidas margens de “segurança” para o uso da marca, na qual não devem entrar nenhum outro elemento, — sejam eles gráficos ou tipográficos.

5.8. Uso sobre fundos

A parte de uso sobre fundos visa a esclarecer algumas dúvidas que são muito comuns na hora de fazer a aplicação de marca. É o caso de quando a marca precisa ser aplicada em cima de um fundo com tom semelhante ou igual à cor principal de seu logotipo, por exemplo.

Nesse sentido, o manual de marca serve para instruir qual é a versão mais adequada para utilizar, como a versão negativo. Além disso, serve para instruir qual é o fundo preferencial — branco, preto ou em outro tom — para que o logotipo esteja em sua melhor versão.

5.9. Aplicações da logomarca

Vistas todas as especificações acima, essa parte deve apresentar ao profissional como utilizar o logotipo em cartazes, papel timbrado, envelopes, móbiles, 3D, uniformes, automóveis, entre outros.

Essa parte varia de acordo com as necessidades do negócio. Embora a papelaria seja tradicional para quase todos os negócios, nem toda empresa utiliza automóveis ou uniformes com o logotipo da empresa. Da mesma forma, há outros negócios que precisam pensar na aplicação em brindes, embalagens e em outros elementos de comunicação.

A aplicação deve ser o mais padronizada possível, com indicações de espaçamento, centralização, tamanho e com possibilidades variando conforme a cor do fundo.

6. Quais erros evitar na criação de um manual de identidade visual?

Já que o manual de identidade visual é tão importante para a imagem do negócio e para a sua comunicação, os erros precisam ser evitados ao máximo. Isso vai economizar muita dor de cabeça e, de quebra, vai prevenir que a sua marca seja vista de maneira incorreta.

Assim, alguns erros a evitar incluem:

6.1. Deixar elementos de fora

O manual de identidade visual precisa ser o mais completo possível. Se existe qualquer dúvida sobre a inclusão ou não de um item é melhor incluí-lo de modo a evitar possíveis problemas no futuro.

Lembre-se de que o manual também deve ser facilmente entendido. Sendo assim, é importante pensar no uso da marca e nos possíveis ruídos de comunicação de modo a responder, de antemão, todas essas questões.

6.2. Criar dúvidas sobre o uso

Na hora de elaborar o manual é importante que ele seja muito preciso. Isso significa que não pode haver dúvidas sobre uma determinada cor ou um padrão de redução para o logotipo. Sendo assim, um erro é o de deixar as orientações abertas a interpretações.

Ao deixar as proibições muito subjetivas, por exemplo, há o risco de que a mudança de profissionais responsáveis gere erros no uso da marca. O ideal é criar instruções claras e que possam ser reproduzidas facilmente. Isso vai fazer com que a sua marca fique devidamente protegida de maneira contínua.

6.3. Não atualizar o manual

Pode ser que após a criação do manual seja necessário realizar atualizações. Não é incomum que surjam novas necessidades quanto ao uso da marca, como a possível criação de uniformes ou novos meios de aplicação.

Sendo assim, um erro muito prejudicial é o de não atualizar o manual conforme essas novas demandas. Ao mantê-lo estático, aumentam os riscos de que a marca seja utilizada de maneira incorreta ou, no mínimo, fora de suas máximas possibilidades.

6.4. Não garantir que um profissional o elabore

Assim como a comunicação visual do negócio precisa ser executada por um profissional, o manual de identidade também deve ser feito levando em consideração diversos conhecimentos.

É bastante comum que as empresas encarem esse manual como algo secundário e que não precisa de uma elaboração tão profissional. Porém, deixar essa elaboração nas mãos de um amador só aumenta os riscos aos quais a sua marca estará exposta.

Em vez disso, encontre um profissional capacitado e que realmente compreenda a criação da marca e os objetivos do negócio. Assim, é possível criar um manual realmente completo, eficiente e que vai ajudar bastante o negócio ao longo do tempo.

6.5. Deixar a comunicação de lado

Não adianta ter um manual de identidade visual criado de maneira totalmente correta se ele não for utilizado nos momentos adequados, concorda? É por isso que um dos piores erros consiste justamente em criá-lo e não comunicar sobre ele.

Esse não é um elemento burocrático para ficar escondido perdido entre outros arquivos, mas, sim, para orientar todo o uso da identidade visual. Com isso, uma vez que seja elaborado é indispensável garantir que todos os responsáveis saibam sobre sua existência e sobre todas as condições impostas por ele.

7. Quais são os riscos de não fazer esse manual?

O grande problema em não fazer um manual do tipo é que a sua identidade visual jamais vai possuir uma padronização completa a respeito do seu uso. Embora até seja possível controlar o uso interno, quando parceiros de negócio precisarem adotar a marca será difícil garantir que eles o façam da maneira correta.

Isso gera dois potenciais problemas: ou a marca vai ser utilizada de maneira incorreta e pouco estratégica ou a empresa vai precisar gastar recursos, como tempo e dinheiro, a cada vez que for necessário definir esses parâmetros de utilização.

Além de perder eficiência, todo o setor de comunicação visual vai ter resultados menos expressivos. A fixação de marca, por exemplo, fica prejudicada. Se o seu logotipo aparece de maneiras diferentes a cada vez em que é usado, os clientes não conseguem se lembrar facilmente dele — afinal, nunca se sabe como será sua aparência na próxima utilização.

Isso também gera problemas quanto à identificação. Se o logotipo está sempre mudando, os clientes e potenciais consumidores não conseguem se fixar a um elemento padronizado e, com isso, não conseguem se identificar com a marca no longo prazo. Já pensou fazer com que seus clientes estejam sempre na dúvida se aquela é ou não a sua marca?

Pronto! Agora que você já viu como criar um manual de identidade visual, você pode se cadastrar na We Do Logos, onde milhares de designers estão prontos para te ajudar a criar um manual perfeito para a sua marca.

Caso você também precise de um logo ou de qualquer outro material de comunicação para a sua empresa — como panfletos ou layout de site — esse é o momento! Acesse a We Do Logos e veja como podemos ajudá-lo!

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Sobre o autor dessa postagem

Gustavo Mota

Fundador e CEO da We Do Logos, 35 anos, formado em design gráfico, pós-graduado em Marketing pelo IBMEC. Trabalha com internet há 17 anos. Possui larga experiência em soluções online e fundou uma das primeiras plataformas brasileiras de crowdsourcing, a We Do Logos. Apaixonado por empreendedorismo, é professor de inovação e planejamento, é mentor de startups, consultor do Sebrae/RJ, colaborador e palestrante da Endeavor além de mentor e palestrante de diversos eventos em todo Brasil como o Startup Weekend, Semana Global de Empreendedorismo, Semana do Micro Empreendedor e Feira de Empreendedorismo.

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