As inovações das empresas hoje

Ampliar os investimentos em inovação está nos planos de 78% das 300 empresas brasileiras de médio e grande portes ouvidas em uma pesquisa conduzida pela Câmara de Comércio Americana (Amcham) e Fundação Dom Cabral (FDC). O resultado do levantamento foi apresentado ontem
(19) durante o seminário Rumos da Inovação no Contexto Empresarial Brasileiro, que aconteceu na sede da Amcham em São Paulo. Dentre os pesquisados, 17% afirmaram que pretendem manter o atual nível de investimentos em inovação e 6% declararam intenção de reduzir os aportes.

Segundo a pesquisa, 31% das empresas investem menos de 1% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Uma parcela de 43% faz aportes entre 1% e 4% do faturamento e 17% aplicam montantes superiores a 4%. Um grupo de 9% disse que não investe em inovação.

A estratégia mais usada pelas companhias (39%) para avançar no desenvolvimento de novas tecnologias é a busca pelas melhores práticas de inovação nas matrizes ou em outras empresas. A ampliação da rede de parceiros e a formação de equipes de inovação foram opções citadas por 23% e 17% dos entrevistados, respectivamente.

Questionados sobre as principais tendências de inovação, os executivos apontaram, por ordem de prioridade:

1- CEOs mais focados na prática da inovação, inserindo esse conceito na cultura da companhia e tornando o ambiente mais propício a essa prática;
2- Maior integração entre universidades e empresas;
3- Mais investimentos em tecnologias e ferramentas para viabilização e aceleração da inovação;
4- Aumento dos investimentos em inovação;
5- Compartilhamento de centros de Pesquisa e Desenvolvimento com outras empresas do mercado;
6- Facilitação nos processos de obtenção de financiamento público para projetos de inovação;
7- Intensificação de aquisições e fusões na busca por novos produtos e mercados;
8- Criação de modelos de remuneração e bonificação ligados diretamente a projetos e resultados relacionados à inovação;
9- Redução de backlog (acúmulo de pedidos) de patentes no Brasil, proporcionando o aumento da concessão de patentes com qualidade em um prazo menor;
10- Transferência de inovações no Brasil para as matrizes.

Referência http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI235025-17180,00.html

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