7 perfis de empreendedores

A população brasileira já enxerga os empreendedores como geradores de riqueza e, também, de emprego no país. Em uma pesquisa realizada pela Endeavor (organização com sede em Nova Iorque, mas com uma filial no Brasil), responsável por apoiar o empreendedorismo de alto impacto, foi possível identificar alguns tipos de perfil de empreendedor no Brasil.

A pesquisa foi realizada com cerca de 3 mil entrevistados, entre empreendedores ou empregados, e, com o apoio do Ibope Inteligência, chegou aos adjetivos: apaixonado, antenado, independente, arrojado, desbravador, empolgado, provedor, pragmático e lutador.

Cada perfil de empreendedor vai atuar de forma diferente no dia a dia diante dos seus negócios. Por isso, é interessante conhecer um pouco mais as qualidades e os defeitos de cada um, para também se reconhecer entre eles.

Além daqueles mais populares, foram trazidos outros perfis característicos de empreendedores distintos, com personalidades de traços marcantes e que já foram responsáveis por negócios de sucesso em suas áreas.

Nada melhor para quem está abrindo sua empresa do que identificar-se e inspirar-se nestes empresários de sucesso, não é mesmo?

Veja, abaixo, os 7 principais perfis desses empreendedores:

1. Perfil de empreendedor: visionário

Um visionário é aquele que sonha e consegue transformar em realidade tudo o que a maioria das pessoas dificilmente acredita ser possível. Ele transforma ideias e sonhos em projetos, independentemente do seu limite de recursos.

O empreendedor visionário consegue antecipar e/ou criar tendências, aposta em ideias à frente do seu tempo ou renova por inteiro algo já existente. Ele sabe que as oportunidades podem se encontrar onde as pessoas normalmente só veem problemas.

Steve Jobs, fundador da Apple, é um exemplo. “PCs, tocadores de MP3 ou tablets não foram invenções da Apple, mas ela foi quem melhor resolveu a interação destes produtos com os usuários”, destaca o professor Rene Rodrigues, do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da EAESP-FGV.

Sair de sua zona de conforto é um ato de coragem que os visionários costumam dominar.

2. Nerd

O empreendedor nerd é aquele com grande capacidade intelectual, que mergulha de cabeça para alcançar seu objetivo e é o grande responsável por idealizar as inovações da empresa. Também conseguem enxergar além do que é visto pela maioria, imersos em sua concentração e dedicação ao que se propõem.

Bill Gates foi o cara que mudou o ponto de vista sobre o adjetivo “nerd”. Muito além de ser sinônimo de intelectual, o termo era empregado, na maioria das vezes, de forma pejorativa. Hoje, abrange uma cultura de sucesso.

Fundador da Microsoft, Gates rompeu estereótipos e mostrou que o primeiro da classe não fica só confinado em laboratórios. Porém, sempre teve em Steve Ballmer um braço direito que o ajudava a comandar a Microsoft principalmente nas áreas menos técnicas da companhia.

“O empreendedor só tem a ganhar quando tem alguém com um perfil complementar ao seu lado”, conta Afonso Cozzi, coordenador do núcleo de empreendedorismo da Fundação Dom Cabral.

Podemos dizer, portanto, que “o nerd de hoje é o cara de sucesso do amanhã”.

3. Acadêmico

Há casos de empreendedores que abandonam os estudos para se dedicar somente aos negócios, como Bill Gates e Steve Jobs. Mas existem aqueles que nasceram em um ambiente acadêmico e adotam essa cultura em seus negócios. Eles constroem conhecimentos ativamente, questionam e aplicam as informações recebidas nas universidades.

Acadêmicos “assumidos”, Sergey Brin e Larry Page desenvolveram o embrião do Google dentro da Universidade de Stanford. Até hoje a companhia valoriza muito a base acadêmica dos profissionais ao fazer as contratações.

“É o tipo de empreendedor que se apoia fortemente na pesquisa para desenvolver seus produtos”, diz o coordenador do núcleo de empreendedorismo da Fundação Dom Cabral.

Procurar contribuir ativamente para o conhecimento científico dentro da área de sua graduação é uma postura de empreendedor acadêmico.

4. Libertário

Os empreendedores libertários são aqueles que revolucionam o mercado sem medo das consequências. Dinheiro não é a prioridade para eles!

Um exemplo de libertário é o sueco Peter Sunde, fundador do Pirate Bay, serviço que popularizou o compartilhamento de arquivos na internet. Outro nome é Linus Torvalds, criador do sistema operacional Linux, que rompeu com o modelo de vendas da Microsoft e, embora não tenha dominado o mercado, se tornou bastante popular.

“O bom empreendedor é aquele que foge de tudo que é padrão”, define Cozzi.

5. Inquieto

O inquieto é o empresário que mal termina de fundar uma empresa e já se desfaz para abraçar novas ideias e gerar novos ganhos. Sean Parker fundou o Napster, o Plaxo, o Causes e ainda colaborou com os criadores do Facebook em seus primeiros anos.

A inquietação é uma característica que em excesso pode levar o empreendedor a cometer erros, mas na dose certa é aliada na conquista do sucesso. Os inquietos são muito importantes para inovações.

“Parker é um exemplo típico da geração Y. Irrequieto, sempre buscando coisas novas”, destaca Rodrigues, da FGV.

Buscar o novo deve ser um pensamento constante para qualquer empreendedor, ainda mais neste caso. Esse perfil também dialoga com o estilo visionário, no que diz respeito a trazer sempre uma novidade ao que já é conhecido.

6. Vaidoso

Excêntricos e com muita vontade de aparecer: assim são os empreendedores vaidosos. Um exemplo é Donald Trump, que ficou mais conhecido através do reality show O Aprendiz.

Cozzi destaca: “Realizar é uma forma de aparecer, de estar evidência. A vaidade motiva o empreendedor a ir mais longe”.

O vaidoso se acha grandioso e, para este perfil, é difícil “pensar pequeno”. É saudável orgulhar-se do que é e do que pretende fazer, mas não deixe que tal qualidade domine você. É preciso cautela para não acabar numa bolha de vaidade, mas sim usar essa característica na medida certa para o sucesso.

7. Coadjuvante

Seu nome não é sinônimo de seu negócio, e seu foco está voltado ao sucesso do empreendimento — e não aos holofotes. Existem pessoas que não lidam bem com a liderança e o protagonismo, mas isso não quer dizer que não sejam bons empreendedores. O trabalho em grupo pode ser fundamental para o crescimento da sua empresa.

Steve Wozniak, cofundador da Apple, e Paul Allen, cofundador da Microsoft, não tiveram seus nomes na calçada da fama, mas o papel de ambos foi fundamental para o crescimento de grandes companhias.

“Eles souberam compartilhar a liderança com pessoas-chave, com capacidades para dirigir, junto com eles, as empresas que criaram”, destaca Rodrigues, da FGV.

Fonte: Exame

Sendo parte de um ou mais destes perfis, o importante é que, para se tornar um empreendedor, é preciso realizar ativamente suas ideias, perceber diferentes oportunidades no mundo e superar desafios. Não espere mais para fazer crescer os seus sonhos.

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