Entenda o que é matriz SWOT e como usar na sua empresa

Atualmente, em uma empresa moderna, tudo precisa ser planejado: desde a arte nova do produto até o método de vendas, passando pelo treinamento dos vendedores e a estratégia de divulgação comercial.

Para auxiliar nessa tarefa, várias ferramentas e métodos foram sendo desenvolvidos ao longo do tempo por especialistas corporativos. Entre eles está a matriz SWOT, uma poderosa ferramenta de gestão e planejamento estratégico que ajuda você a decidir o que fazer baseado em uma análise concreta de sua empresa.

Descubra, a seguir, mais detalhes sobre o que é uma análise SWOT, qual a sua importância e como utilizá-la para o seu planejamento estratégico! Boa leitura!

O que é matriz SWOT?

Desenvolvida por estudantes da Universidade de Stanford nos anos 1960, a matriz SWOT (ou FOFA, em português) é uma metodologia de análise desenvolvida para pessoas e empresas. Ela se divide em quatro áreas (ou quadrantes) — Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças —, as quais são divididas entre análise interna e externa.

O estudo correto desses elementos ajuda os planejadores empresariais a definir a estratégia para corrigir as fraquezas e potencializar os pontos fortes do negócio. Hoje em dia, essa é uma ferramenta aplicada amplamente no meio empresarial devido à sua facilidade de uso e ao seu bom retorno.

Exemplos nacionais de empresas que fazem uso da matriz são a Petrobras, o Banco do Brasil e a Gerdau.

Como se desenvolve uma matriz SWOT?

Em primeiro lugar, para fazer a análise SWOT de uma empresa é necessário elencar todas as características desta e separá-las nas quatro categorias definidas acima.

1. Forças

Para começar, deve-se listar as forças, ou seja, as condições internas que trazem benefícios ao empreendimento. O objetivo é que, ao elencar as áreas nas quais a empresa mais se destaca, seja possível identificar a vantagem competitiva do negócio. Entre os elementos que podem se adequar a esse quadrante estão:

  • Qualidade do produto;
  • Estabilidade financeira;
  • Boa localização;
  • Bom atendimento ao cliente;
  • Equipe de colaboradores unida;
  • Metodologia inovadora.

2. Fraquezas

Após identificar os elementos do primeiro quadrante, é hora de elencar as fraquezas. Essas são as condições internas que prejudicam o andamento da empresa ou limitam o desenvolvimento no negócio. São exemplos de pontos fracos:

  • Uso de tecnologia atrasada;
  • Equipe destreinada ou com pouca colaboração;
  • Desorganização na logística;
  • Falta de capital;
  • Marca desconhecida ou com imagem manchada perante o grande público.

Forças e fraquezas pertencem ao segmento interno da matriz SWOT. Ou seja, são as condições e elementos que podem ser controlados, potencializados ou suprimidos dentro da companhia, exigindo dessa forma uma atuação pró-ativa dos profissionais tanto para continuidade como para melhora de um processo ou estratégia.

A seguir, deve-se fazer uma análise externa, que consiste em avaliar quais são as oportunidades e ameaças ao sucesso do empreendimento influenciadas por aspectos que não podem ser controlados diretamente pelo negócio.

3. Oportunidades

As oportunidades são fenômenos externos e incontroláveis que surgem espontaneamente e podem auxiliar o negócio. Para identificar esses fatores é necessário realizar pesquisas frequentes sobre o segmento no qual atua. Podem ser destacadas como oportunidades:

  • Mudança no perfil de clientes;
  • Falência de concorrentes;
  • Surgimento de uma nova tecnologia;
  • Nova legislação favorável ao empreendimento.

4. Ameaças

Também fugindo ao controle interno da empresa estão as ameaças, que consistem em ocorrências que apresentam risco ao negócio — incluindo prejuízos, aumento de custos e maior burocratização. Alguns exemplos são:

  • Perda de mão de obra qualificada;
  • Excesso de concorrentes fortes;
  • Pirataria;
  • Tributações mais pesadas;
  • Escassez de matéria-prima.

É fundamental destacar que, de acordo com as particularidades do negócio, o segmento de atuação, as características de gestão, o momento de realização da análise e outras variáveis, cada empresa encontrará elementos distintos na matriz SWOT.

Ainda que alguns fatores possam ser convergentes, a análise só pode acontecer de forma personalizada, pois tem como objetivo apontar diretrizes para as necessidades objetivas do empreendimento.

Como construir os quadrantes da matriz SWOT?

Depois de elencar todos os elementos da análise divididos nas quatro categorias, é hora de organizá-los visualmente. Vale lembrar que, entre os benefícios da matriz SWOT destaca-se a formatação da metodologia, que oferece um visual mais claro e objetivo aos analistas. Portanto, a disposição das informações deve ser seguida adequadamente, da seguinte forma:

A matriz SWOT é dividida em duas linhas, sendo:

  • A superior relativa à análise interna;
  • A inferior, aos itens de análise externa.

Ela é dividida também em duas colunas, nas quais:

  • A coluna da esquerda indica pontos positivos;
  • A coluna da direita, pontos negativos.

Uma das grandes vantagens da metodologia da matriz SWOT é sua versatilidade: ela pode ser montada tanto em uma apresentação computadorizada quanto em uma cartolina ou uma lousa, pronta para ser visualizada rápida e facilmente. Afinal, o propósito da matriz SWOT é ser uma esquematização gráfica fácil de se montar, visualizar e entender.

Depois de montada, a matriz estará pronta para ser analisada. Esse procedimento deve ter início pela avaliação interna, checando pontos fortes e fracos e, posteriormente, deve-se realizar a análise das condições externas, ou seja, as oportunidades e ameaças.

Desenvolvendo uma estratégia: análise interna

Com todos os pontos definidos e dispostos corretamente em cada quadrante, pode-se traçar uma estratégia para o fortalecimento da empresa no mercado, uma vez que a matriz SWOT visa auxiliar na tomada de decisões estratégicas e a definir quais as prioridades a partir das informações obtidas e sistematizadas.

Os pontos fortes serão os primeiros analisados e devem ser valorizados — e, na medida do possível, potencializados. Em muitos casos, quando a empresa pode definir um aumento do investimento em uma área que tem apresentado bom desempenho, entretanto, é necessário realizar a análise do quadrante, sem perder de vista a situação financeira do negócio.

Se o empreendimento tem um produto de boa qualidade, deve ser avaliado o retorno possível com um investimento maior em aperfeiçoamento e marketing. Caso a união dos colaboradores seja uma força da empresa, não se deve medir esforços para mantê-la, garantindo um plano de carreira e boas remunerações.

Em seguida, é hora de desenvolver planos estratégicos para minimizar ou eliminar os pontos fracos. É comum que o orçamento não destinado ao fortalecimento dos pontos fortes possa ser destinado à resolução de fraquezas.

É fundamental que, ao propor uma estratégia para reverter uma fraqueza, haja uma análise mais detalhada das consequências dessa alteração. Assim é possível evitar que a solução de uma demanda resulte em problemas em outro aspecto.

Entre as ações que podem ser adotadas destacam-se os cursos de capacitação para equipes pouco qualificadas, investimento em softwares ou profissionais para lidar com as dificuldades logísticas, investimento em rebranding ou remodelagem da linguagem visual em caso de marca pouco competitiva, entre outras alternativas.

Assim como os elementos identificados na análise da matriz SWOT são específicos para cada empresa, as estratégias adotadas para contornar dificuldades também devem levar em consideração a realidade do empreendimento para que sejam executáveis e viáveis.

Desenvolvendo uma estratégia: análise externa

Depois de traçar um planejamento estratégico para reformar elementos internos da empresa, é hora de delinear formas para lidar com os eventos externos e não controláveis que foram identificados inicialmente.

Primeiro, é necessário avaliar as oportunidades identificadas. Se alguma empresa concorrente entra em falência, por exemplo, ela deixa toda uma base de clientes órfã, sendo essa a hora certa para aproveitar o espaço e ganhar a fidelidade de uma nova clientela.

Outra questão é a tecnologia. Com os avanços desse setor, constantemente surgem aparatos e maquinários mais eficientes e econômicos que dão vantagem competitiva às linhas de produção.

Várias oportunidades externas podem ter sido identificadas, sem que a empresa possa explorá-las no momento. É possível, pela análise SWOT determinar qual oportunidade terá um impacto mais positivo na empresa, por exemplo.

Por fim, avaliar as ameaças ao sucesso do negócio é a última fase da análise da matriz SWOT. Como lidar com uma forte concorrência, por exemplo? Algumas alternativas incluem abrir novas linhas de produtos, investir estrategicamente em marketing digital, melhorar estratégias de fidelização de clientes, entre outras alternativas.

A perda de mão de obra especializada também é um problema cada vez mais recorrente nas empresas. Manter salários compatíveis com os do mercado e oferecer possibilidades de crescimento dentro da organização são atrativos aos funcionários que apresentam melhores resultados e mais comprometimento com a empresa, garantindo estabilidade nas equipes.

As ameaças devem ser encaradas como desafios que a empresa precisa enfrentar para manter-se competitiva no mercado. Entretanto, identificar as ameaças já é um primeiro passo importante: os planos estratégicos podem indicar caminhos para suprimir os riscos externos e diminuir o efeito dessas ameaças na gestão no negócio.

Cruzamento dos quadrantes SWOT

Outra opção de estratégia inclui a chamada análise cruzada, que consiste em interligar as informações de dois quadrantes da matriz SWOT, geralmente os que possuem mais relevância no momento, para um planejamento mais personalizado.

Se a empresa identifica que os pontos fortes e as oportunidades são abundantes, é possível traçar uma estratégia mais ofensiva e competitiva. Já no extremo oposto, quando os pontos fracos e ameaças saltam aos olhos, os planejadores podem definir uma estratégia que vise modificações estruturais profundas e defensivas para proteger o empreendimento da falência.

O fundamental é que a matriz SWOT seja usada para trazer mudanças ou consolidar a gestão administrativa do negócio. Ela oferece um importante conhecimento detalhado sobre todos os aspectos da empresa, para que seja possível desenvolver uma análise mais realista e eficiente para o negócio — seja para um plano de expansão, gestão de crise, etc.

Conclusão

Neste artigo, apresentamos a você:

  • O que é matriz SWOT;
  • Qual o método usado para montar um quadrante de análise;
  • Como usar a matriz SWOT na sua empresa;
  • Como desenvolver estratégias para o negócio.

Com um planejamento adequado e informações precisas, a análise de matriz SWOT ajuda a corrigir erros de percurso e otimizar as vendas, garantindo um lugar de destaque para o seu empreendimento!

Gostou desse conteúdo e quer acompanhar mais novidades do We Do Logos? Siga nossas páginas no Facebook e Twitter e mantenha-se informado!