Designer: Quanto cobrar pelos meus serviços?

Qual é o valor ideal que devo cobrar pelos meus serviços de design? Será que estou perdendo clientes por cobrar muito caro? Ou será que o cliente pagaria um pouquinho a mais do que estou cobrando? Essas são perguntas que já atormentaram, e continuam atormentando, qualquer estudante ou profissional de design, principalmente os que estão iniciando na carreira. Essas dúvidas remetem a como estabelecer o real valor do seu design, e é essencial que você saiba defini-lo.

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A verdade é que depende

Se você chegou até aqui esperando encontrar uma tabela com valores redondos explorando as inúmeras variações de um projeto para outro e pronta para ser copiada e utilizada, esqueça essa ideia. E, além disso, fuja desse tipo de material padronizado porque ele não funciona.

O valor cobrado pelo seu serviço de design vai depender de muitos fatores que são tão individuais quanto o seu trabalho. Dessa forma, é impossível adotar um valor X que servirá para qualquer profissional. Seria o mesmo que dizer que toda lanchonete deve cobrar o mesmo valor pelos seus hambúrgueres, sendo que cada uma tem seus próprios gastos e métodos de preparo que vão interferir no valor final do produto final.

A demanda do mercado é muito grande e por isso existem clientes buscando preços mais acessíveis, a melhor qualidade possível ou então algumas características específicas – assim como alguns preferem o hambúrguer gourmet, uns o popular “com tudo dentro” e outros não gostam de salada na sua comida. E é exatamente por isso que o valor cobrado deve ser diferente não só de um profissional para outro como também de um projeto para outro.

Como eu faço para calcular os meus valores?

Qualquer empresa calcula o valor de seus produtos somando os custos de matéria-prima com os de mão-de-obra e ainda com os gastos indiretos do processo, e é seguindo a mesma lógica que você realizará seu cálculo. Porém, no caso de um profissional de design, o valor a ser cobrado pelo serviço levará em conta principalmente três fatores: o tempo gasto, a complexidade do projeto e os custos envolvidos nesse processo. É evidente que você não deve cobrar o mesmo valor de um projeto que demande 20 horas de trabalho e de um trabalho de 50 horas.

O ideal é definir quanto você deseja receber por mês – ou então calcular quanto você precisa para cobrir seus gastos domésticos como aluguel, água, luz, internet, etc., e a partir dessa quantia, calcular o valor da sua hora de trabalho. Some isso com a complexidade de cada serviço e os gastos que você venha a ter para realizá-lo. Assim, é possível construir a sua própria tabela de preços. Não se esqueça de que a flexibilidade dos valores é essencial, afinal cada caso é um caso e traz consigo suas peculiaridades.

O cliente está achando muito caro

O preço que você estabelece pelo seu serviço está, indiretamente, definindo seu público alvo. E isso pode ser explorado por você ou não. Quando você vai ao mercado está constantemente tomando decisões de compra de acordo com seus valores próprios, ou seja, enquanto alguns estão dispostos a pagar mais caro por um vinho de melhor qualidade, outros escolhem pelo preço ou por outras características específicas – e a decisão final será um balanço individual de todos esses fatores.

Com o seu serviço as coisas funcionam da mesma forma, por isso, se um cliente acha o seu preço muito caro, ele com certeza irá encontrar outro com um valor que o satisfaça. Por outro lado, alguns clientes buscarão apenas preços mais elevados partindo da premissa de que esses terão os melhores resultados. Enquanto muitos outros adotarão critérios particulares. Sendo assim, o melhor caminho para o designer é ir aprendendo na prática, através da observação da reação do público frente aos seus valores e comparando com o restante do mercado.

O valor que você irá cobrar pelos seus serviços é um pequeno detalhe perto de todos os conhecimentos e habilidades necessários para executar seu trabalho, porém pode ser o diferencial entre uma carreira bem sucedida e o fracasso causado pela falta de planejamento e desorganização.

Você conhece o sistema de concorrência criativa ? Lá é o melhor lugar para a democratização dos profissionais de design. Na We Do Logos, o freelancer escolhe o projeto que gostaria de participar analisando o tipo de serviço, segmento do cliente e o valor de premiação caso sua arte seja escolhida. Simples, fácil e rápido!

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