Faturamento das MPEs paulistas recua após 18 meses de alta

Faturamento de micros e pequenas empresas paulistas recua após 18 meses de alta. Segundo a pesquisa Indicadores de Conjuntura, divulgada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo – Sebrae-SP, a retração foi de 1,5% em comparação ao mesmo mês do ano de 2010.

O setor industrial foi o que mais colaborou para queda, registrando 8,2%, já o comércio, 1,6%. O setor de serviços foi o único com resultado positivo, 3,2% no período.
Segundo o Sebrae a indústria a indústria sofre com a concorrência com os produtos importados e as medidas de restrição de crédito adotadas pelo governo, ao inverso do setor de serviços, pois não há concorrência com importados e como as vendas têm um valor mais baixo não precisam de financiamento.

Na divisão pelas regiões do Estado, a maior retração no faturamento das MPEs em abril ocorreu no Grande ABC (queda de 6,0%). Na região metropolitana de São Paulo o recuo foi de 1,8%. Em seguida aparece o Interior (baixa de 1,3%) e a Capital (recuo de 0,2%). Na comparação de abril com março deste ano, o faturamento das MPEs paulistas recuou 3,5%.
Apesar da retração existem atenuantes. Abril de 2011 teve um dia útil a menos que o mesmo mês do ano passado. Além disso, abril de 2010 foi o melhor mês de abril da história da pesquisa e o segundo melhor resultado da série, iniciada em 1998.

Sebrae-SP estima que o faturamento das micro e pequenas empresas em abril deste ano foram de R$ 25,5 bilhões. Para chegar ao calculo multiplica-se o faturamento médio individual das empresas (de R$ 19.235,80 no mês) pelo total de companhias no Estado (1,32 milhão).

A pesquisa também avaliou as expectativas dos empresários para os próximos seis meses. Em relação ao faturamento, 48% dos entrevistados acreditavam, em maio, que ele ficaria estável (mesmo índice observado em abril). Outros 34% aguardavam melhoras (ante 36% em abril) e 5% previa piorar (estável ante o mês anterior). Os 13% restantes não sabem qual é a perspectiva para o faturamento.

Sobre o futuro da economia brasileira nos próximos seis meses, também houve uma deterioração nas perspectivas dos microempresários.
O nível dos que esperavam melhora caiu de 32% em abril para 28% em maio. Outros 49% acreditavam na manutenção do desempenho (ante 48% um mês antes) e 13% eram mais pessimistas, prevendo uma piora da economia brasileira (de 11% em abril). Os que não sabem somavam 9%.

O Sebrae-SP cita que a economia brasileira tende a apresentar um menor ritmo no crescimento nos próximos meses, o que irá refletir no faturamento das MPEs. Um dos fatores que podem contribuir para essa desaceleração é o aumento da taxa básica de juros (Selic) para conter a inflação, elevando o custo dos investimentos e reduzindo as vendas a prazo.

A pesquisa Indicadores de Conjuntura é realizada mensalmente pelo Sebrae-SP, com apoio da Fundação Seade. O levantamento é feito em 2,7 mil MPEs de todo o Estado, nos segmentos de indústria (11%), comércio (57%) e serviços (32%).

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/noticias

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