Gestão em inovação

Você tem buscado maneiras novas ou irreverentes de fazer o seu negócio dar certo? Pois saiba que a gestão de inovação oferece alternativas inteligentes e criativas, capazes de proporcionar um enorme diferencial competitivo para a sua empresa.

Um exemplo muito conhecido de gestão de inovação é o sistema operacional Linux. Enquanto o Windows dominava o mercado com acesso restrito por meio de licença paga, os desenvolvedores do Linux criaram um sistema de código aberto, totalmente livre. O ambiente inovou também ao disponibilizar o uso de ferramentas de colaboração coletiva online.

A inovação é um assunto recorrente, um tema que está cada dia mais presente na rotina dos empreendedores. Longe de ser apenas um modismo, esse conceito não é algo tão novo assim, pois está presente entre nós desde que o homem inventou a roda.

Quer saber mais sobre o assunto? Não deixe de ler o nosso post de hoje!

1. O que é gestão de inovação

A gestão de inovação pode ser entendida como as decisões, as atividades e as práticas de elaboração e implementação de uma estratégia de inovação. Na maioria das vezes, essas iniciativas utilizam um método arriscado ou “perturbador” de mudança para transformar o negócio.

Os riscos sempre existirão. Para sair da zona de conforto é preciso aprender a conviver com eles. Imagine quantas pessoas questionaram o sucesso do projeto Linux pelo fato de ter um concorrente à altura de Bill Gates? Com certeza, em algum momento, os próprios desenvolvedores se acharam ousados. Afinal, a ousadia é uma característica do processo de inovação.

Em algumas ocasiões, a inovação é confundida com criatividade. Apesar de ser um equívoco pensar assim, a verdade é que uma precisa da outra. A criatividade deve ser estimulada por meio de métodos e treinamentos, em ambientes apropriados, com o objetivo de ousar, correr riscos, experimentar, testar e aprender com os erros.

Muitos empreendedores acreditam que são inovadores. No entanto, segundo especialistas, a maioria dos gestores está insatisfeita com a própria gestão. O problema é que eles ainda não se conscientizaram da importância de investir em estratégias diferentes para dar um salto de qualidade nos resultados da empresa.

2. Tipos de gestão de inovação

Para inovar existem inúmeras possibilidades. Aquelas inovações que se dedicam ao produto ou ao processo são conhecidas também como inovações tecnológicas. Outros tipos podem se relacionar a novos nichos, modelos de negócio, processos e métodos de organização, além de novas fontes de suprimentos. Conheça os principais tipos de inovação:

2.1. Inovação de produto

Promover a inovação de um produto significa desenvolver modificações nos atributos deste para que ocorra uma alteração positiva na forma como ele é percebido pelo consumidor.

Exemplo: automóvel com marcha automática em comparação à marcha tradicional.

2.2. Inovação de processo

São mudanças no processo de produção de um produto ou serviço. Não causa impacto no produto final, mas os principais benefícios são o aumento da produtividade e a redução de custos.

Exemplo: automóvel fabricado por robôs em comparação ao que é produzido por humanos.

2.3. Inovação de modelo de negócio

A inovação de modelo de negócio propõe mudanças na forma como o produto ou serviço é oferecido ao mercado. Uma vantagem desse tipo de inovação é a fidelização de clientes.

Exemplo: serviço de aluguel de automóvel que passa a cobrar uma mensalidade com direito a seguro, manutenção e troca pelo modelo mais novo a cada ano.

3. Por que inovar

A inovação tem a incrível capacidade de agregar novos valores ao produto. Vivemos em um mercado saturado de coisas similares, com uma concorrência bastante acirrada. Diante desse cenário, inovar significa ganhar um enorme diferencial competitivo, além de agregar valores para encantar e fidelizar o seu público.

Segundo Valter Pieracciani, especialista em inovação e sócio-diretor da empresa Pieracciani, “em cinco anos existirão dois tipos de empresas: as inovadoras e as falidas”. Ele comenta, ainda, o fenômeno da desindustrialização e a rapidez com que as organizações que não inovaram foram engolidas pela concorrência.

O especialista é seguro em afirmar que a única opção para conquistar a competitividade é por meio da inovação. De acordo com ele, a maior revolução é agradar as pessoas, ou seja, proporcionar felicidade para o público. Empresas que estão dispostas a encantar o consumidor estão mais abertas e veem os erros como meros aprendizados.

Outros benefícios da inovação são: adquirir novos conhecimentos, conhecer formas de se reinventar, aumentar o valor de marca, promover mais engajamento com o público, acessar novos mercados e melhorar o faturamento consideravelmente.

4. Como funciona a dinâmica da inovação

A dinâmica da inovação é variável, pois depende do tipo da empresa, da realidade do mercado, da cultura organizacional, dos objetivos, da maturidade, das intenções e de outros fatores que englobam todo o processo.

De modo geral, essa prática envolve o mínimo de disciplina dentro de um processo formal. Tudo acontece por meio da sistematização de práticas, metodologias e estimativas que orientam o fluxo criativo. Os insights criativos passam por vários filtros para que sejam criadas as condições favoráveis de transformá-los em ideias viáveis e atrativas.

Em alguns casos, essa iniciativa é materializada como um projeto-piloto ou experimento, que é lançado no mercado para fins de teste. Caso os resultados dessa dinâmica apresentem impactos positivos, significa que se trata de uma dinâmica de inovação. Do contrário, será apenas mais uma invenção.

5. Como desenvolver uma gestão de inovação

O primeiro passo é ter consciência da necessidade de inovar e implantar essa cultura na empresa. A partir daí, é preciso definir uma estratégia alinhada com os objetivos da organização e sua própria visão de futuro — a atenção focada no futuro é um fator determinante nesse processo.

É extremamente importante levar em consideração o tamanho da empresa, o nicho de atuação, a estrutura organizacional e o sistema de agentes em que ela está inserida. Não podemos esquecer também de fazer uma análise financeira de riscos, retorno e tempo de maturação.

Normalmente, é preciso estabelecer metas no trabalho de gestão de inovação, como adquirir e aplicar conhecimentos, motivar e alinhar esforços, coordenar e controlar as atividades, alocar recursos, identificar e desenvolver talentos, construir e manter relacionamentos.

O processo é extremamente dinâmico e requer monitoramento, análise, atualização e redirecionamento periódicos. Além do comparativo “custo x benefício”, é importante ficar atento aos quatro pilares do processo: pessoas capacitadas, clareza da estratégia, eficácia dos processos e disponibilidade dos recursos.

Outro aspecto que deve ser observado é o regionalismo, pois a legislação das políticas de inovação pode conter regulamentações específicas para cada região. Por esse motivo, convém buscar informações acerca do sistema de ciência, tecnologia e inovação — não apenas na esfera federal, mas estadual e municipal.

6. Conheça as etapas do processo de gestão de inovação

6.1. Levantamento de ideias

É o momento ideal para soltar a criatividade, deixar fluir as ideias e buscar informação no mercado e centros de pesquisas. Nessa fase, é fundamental criar equipes de trabalho para a viabilidade do projeto.

As pessoas são a base de sustentação do processo de inovação. Por isso, treinamentos ou capacitação na área são de fundamental importância para a implantação das ideias. Assim, é possível garantir mais profissionalismo na hora de inovar, responsabilidade e capacidade de buscar soluções de forma sustentável.

6.2. Seleção

Essa é a fase em que as alternativas de inovação são aprovadas, de acordo com a estratégia da empresa. Exige a definição de parâmetros importantes para implementar as ideias, como custo, tempo de lançamento no mercado, retorno esperado, entre outros. Em seguida, é hora de definir qual modelo possui maior potencial para ser executado.

6.3. Definição de recursos

Para implantar o projeto é preciso fazer um mapeamento de todos os recursos necessários. Portanto, essa fase é propícia para fazer uma análise dos recursos humanos, financeiros, tecnológicos e de infraestrutura, além de estabelecer parcerias.

6.4. Implementação

A implementação é o momento em que o projeto será executado com o acompanhamento do desenvolvimento em termos de prazo, custos e qualidade, alinhados às necessidades de outros setores da empresa. Ao final, a inovação deverá ser introduzida no mercado.

6.5. Aprendizagem

Essa é a etapa na qual o projeto sofrerá uma rigorosa avaliação durante todo o processo de inovação. Isso inclui o que funcionou e, principalmente, o que não funcionou. É bom registrar as etapas para servir de exemplo para melhorias contínuas do processo. Não adianta inovar só uma vez: a inovação é uma busca permanente.

Compreender o papel da criatividade, da liderança e do empreendedorismo no processo de inovação é vital para o processo. É interessante multiplicar essa cultura além das fronteiras da empresa e alcançar clientes, fornecedores, parceiros e instituições. Dessa forma, é possível reduzir os riscos, comemorar as vitórias e acelerar o retorno do investimento.

Percebeu como o universo da gestão de inovação é fascinante e revolucionário? Inovar é uma ótima oportunidade para que você desenvolva seus potenciais e dê um passo mais largo na estrada do empreendedorismo. Reúna a sua equipe, busque novos conhecimentos e comece a colocar essa ideia em prática!

Gostou do artigo? O que você já fez ou pretende fazer para desenvolver soluções inteligentes e inovadoras para encantar o seu público e, ao mesmo tempo, melhorar o desempenho da empresa? Deixe um comentário!

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