Conheça a diferença entre design, motion design e UX design

Qual é a diferença entre design e arte? Entre design e motion design? E UX design, o que é isso? Estas são perguntas que muitas vezes não fazem muito sentido para aqueles que estão familiarizados com as profissões de artista, designer, designer gráfico e web designer e suas respectivas áreas de atuação. Essas coisas, que apesar de terem nomes distintos em alguns deles complementares, seu contexto, para alguns não apresentam a menor diferença entre elas. As definições podem até apresentar uma semelhança contextual, porém nesse artigo iremos mencionar várias características que diferem design, arte, motion design e UX design.

motion design UX design

Começando pelas diferenças entre design e arte!

1- O produto final

Artistas e designers criam seus produtos visuais. No entanto, artistas criam um projeto visual para ser consumido por alguém a partir de sua visão final sobre o produto. Na maioria das vezes esse produto tem uma ideia de difícil compreensão, quase sempre subjetiva. Seu produto vai para livros, galerias de artes, murais ou até mesmo é emoldurado para ser pendurado na casa do cliente. Sendo assim a obra de arte é o produto final de consumo.

Designers criam imagens objetivas como uma forma de comunicação direta, mesmo que a ideia dessa imagem seja subjetiva. Um designer utilizará de renders, esboços, modelos e outros artifícios a fim de se comunicar com as pessoas que estão trabalhando em equipe para criar um produto final. O esboço inicial de um projeto de design não se destina a ser visto pelo consumidor, mas sim pelas pessoas envolvidas na criação do produto que irão, por meio de um esboço, trazê-lo à tona.

2- Como os problemas são resolvidos

Problemas de um artista resumem-se a passar sua ideia ou visão para tela, para compartilhar com as pessoas. Já um designer é cercado por problemas com clientes que não o ajudam nada a resolver e a discernir o que realmente querem.

O artista tenta ser o mais abrangente possível, de forma que sua arte atinja a todos, ou ao maior número de pessoas possíveis.

Designers tentam entender ao máximo o que o cliente deseja. Através de sua experiência e criatividade, o ajudam a chegar a um conceito final, criando assim o produto, deixando o cliente satisfeito e o designer aliviado.

3- Nível de artesanato

Numa linguagem comum nesse meio, artesanato é algo que se faz por conta própria, partindo de meios e habilidades individuais.

Artistas utilizam de todo seu artesanato para criar seus produtos, de uma forma que deixe bem claro que é algo original, para que seu trabalho não seja comparado ao de um novato. De acordo com o tempo, um artista vai aumentando seu potencial artístico, tornando suas obras cada vez mais únicas.

Designers, apesar de usarem de todo seu artesanato, criam seu trabalho para que transpareça praticidade e elegância. Um designer deve ter um alto nível de habilidades artesanais para conquistar um cliente.

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4- Como as pessoas interagem com eles

Normalmente as interações com os trabalhos artísticos são muito visuais e passivas. A menos que seja uma escultura, nesse caso a interação é intensa e duradoura.

No entanto a interação é uma grande parte do design. A percepção de um designer sobre seu produto e sobre quem irá ver cria um fácil acesso entre ambos, gerando uma grande interação entre produto e pessoas. Antes do projeto se tornar um sucesso ele passa por uma auto avaliação, no caso os próprios criadores observam se há alguma maneira de se interagir com o produto.

5- As funções de cada um

A arte traz uma função visual importantíssima. Na maioria das vezes conta uma historia, passa uma ideia, levas as pessoas a questionarem algo e servem como estimulo para o cérebro.

O design deve ter um aspecto de sucesso, voltado a ser visualmente agradável ao máximo de pessoas possível.

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6- Como é produzido

Aqui talvez resida a maior diferença entre os dois conceitos. A arte vem de um conceito que muitas vezes é pessoal do artista. Já o design vai ser projetado a partir do pedido do cliente e de sua preferência para com o resultado do produto.

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Agora você sabe a diferença entre arte e design. Sendo assim, quando surgir uma conversa desse tipo você saberá exatamente o que dizer sobre ambas as profissões! Mas e quanto aos outros tipos de design que mencionamos? Calma, lá vamos nós, de novo!

O que é UX design? E UI Design, você conhece?

Agora que você entendeu o que é design e como se diferencia de arte, vamos falar de UX design. Mas, só para acrescentar ainda mais informação, vamos esclarecer também o que é UI design, afinal, se é para se informar, que a informação seja completa!

É muito comum haver certa confusão em relação aos termos UX design e UI design. E conhecer a diferença entre eles é determinante na hora de contratar os profissionais certos para um determinado projeto, por exemplo.

Mas, para mostrar a diferença, primeiro é preciso conceituar cada um deles.

O que é UX design?

User Experience Design (UX design), ou design de experiência do usuário em português, é um termo que define a aplicação de certas práticas de design centradas no usuário. Também é parte do conceito a utilização de certos métodos e técnicas que são aplicadas através de gerenciamento de processos para produzir efeitos coesos, previsíveis e desejáveis. Em outras palavras, é um conjunto de ações, práticas e técnicas utilizado para atender objetivos em relação à satisfação do usuário.

Dizendo de uma forma mais acadêmica: UX design é uma metodologia de engenharia e design que cria sistemas que melhor funcionem para o usuário pretendido. Significa que, ao produzir um determinado produto ou serviço, os profissionais que o estão desenvolvendo incluem os usuários no processo de design por meio de pesquisas e testes, sempre tendo em mente o atendimento das necessidades intrínsecas- visíveis, que o usuário consegue expressar, e invisíveis, aquelas que o usuário nem sabe que têm.

O que é UI design?

Ao contrário do UX design que está preocupado com a sensação geral do produto, User Interface Design (design de interface do usuário) se refere à forma como o produto é apresentado. Este termo define as técnicas e métodos empregados para simplificar e tornar eficiente a interação do usuário com o produto ou serviço.

Significa que, depois que o designer entende as necessidades, os anseios e os desejos dos usuários, ele começa a pensar na concepção do produto, na forma com que os usuários irão interagir com ele, para garantir melhor comunicabilidade e engajamento.

Por exemplo, um designer de interface do usuário é o profissional responsável por indicar a melhor forma como o conteúdo de um site deve ser oferecido aos internautas. Ele, a partir de seus conhecimentos em arquitetura da informação, design de interação e design visual, irá determinar quais informações devem estar no topo, o que fica melhor se apresentado em forma de infográfico e assim por diante.

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Qual a diferença entre UX design e UI design?

Vejamos o exemplo da fabricação de um automóvel. Antes de projetar o carro, os designers de experiência do usuário buscam entender as necessidades, os anseios e os desejos do público-alvo para o qual ele será vendido. E estas necessidades incluem velocidade, segurança, comodidade, mas também incluem o prazer de dirigir aquele veículo.

Depois deste levantamento, os designers de interface entram em ação para ajudar a projetar a parte física do veículo. Neste trabalho estão decisões em relação ao visual, ao material utilizado nos bancos, por exemplo. Enfim, a forma com que o veículo atenderá as necessidades do condutor que irá comprá-lo.

É interessante lembrar que os conceitos se completam. As técnicas e métodos de UX design vão até determinado ponto da construção de um produto ou serviço e, logo, são complementadas pelo UI design – e vice-versa.

Em comum, eles têm a necessidade de entregar um produto que proporcione uma excelente experiência ao usuário, de uma forma funcional, simples e visualmente agradável. UX design e UI design são, portanto, complementares.

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Na We Do Logos, nossos designers também estão preparados para criar layout de sites. Se quiser, confira aqui alguns projetos de web e digital.

Motion design, o design em movimento.

O Motion Design está em tudo que se assiste por aí: nos créditos iniciais do cinema, na animação que abre programas de televisão ou os encaminha para o intervalo, na interface animada de websites e mesmo em anúncios publicitários. Se há uma tela com elementos gráficos se movendo por ela, estamos vendo o trabalho de um motion designer, ou designer de animação.

A definição do termo é relativamente simples: Motion Design é a arte de trazer elementos gráficos à vida ao dar-lhes movimento. Pode ser utilizada em qualquer contexto visual dinâmico. Os diferentes ritmos e velocidades aplicadas aos movimentos servem para enfatizar a mensagem. Em determinados contextos a dinâmica não apenas realça a mensagem, mas a transmite por si só.

As formas de trabalhar o Motion Design

Existem diversas formas de trabalhar o motion design, mas duas delas vêm se destacando nos últimos tempos.

  • Kinetic typography
    Também conhecida como motion type, este formato de animação gráfica utiliza o próprio texto do discurso como forma de enfatizar a mensagem, por meio da forma e do ritmo com que a mensagem é exibida. Muito utilizado em aberturas para o cinema e por artistas gráficos que enchem a internet com clipes alternativos que utilizam as próprias letras das músicas para contar sua história.
    http://vimeo.com/37853288
  • Motion Infographic
    Estes infográficos com movimento nasceram da necessidade de adicionar tons dramáticos à exibição gráfica de dados e comparações, permitindo destacar adequadamente, conforme a intenção do autor.
    http://vimeo.com/60153861

O movimento e o Motion Design

O movimento é o coração do Motion Design. Seus pontos chave são a duração e sua curva de velocidade.

Assim como em qualquer produção de vídeo, se um objeto passa rapidamente pela tela ele pode ser visto apenas como um borrão, impossível de ser identificado pelo público. Por outro lado, elementos flutuando lentamente em frente ao espectador deverão deixá-lo entediado em tempo recorde. O timing não pode cansar o espectador, mas deve garantir que ele compreenda a mensagem. Há uma medida exata, e muitas vezes é um desafio encontrá-la.

Mas não é só de duração que vive um movimento: sua curva de aceleração é que vai definir o quão orgânico ou artificial ele será. A maior parte dos objetos começa acelerando até atingir um ponto máximo em que sua velocidade é constante, até que finalmente, quando estiver para terminar, volta a desacelerar. Este “arco de aceleração” já é referenciado pelos animadores da Walt Disney Studios há muitos anos.

Para entender melhor esse conceito podemos imaginar um carro partindo, percorrendo uma estrada e estacionando ao fim. Seu velocímetro não vai de 0 a 100 para então voltar bruscamente a 0 – existe uma evolução gradual. Mas é claro que está não é uma regra rígida: uma flecha, ao colidir com seu alvo para quase que bruscamente, já a própria freada do veículo não será tão demorada quanto sua arrancada. Entender todas essas nuances de movimento e suas aplicações no design exige muito tempo de estudo do motion designer.

Motion Design VS Animação tradicional

Por fim, muitos devem se perguntar qual a diferença entre o Motion Design e aquilo que vemos em desenhos animados, o que convencionou-se chamar simplesmente de animação.

A verdade é que a linha que separa as duas práticas é muitíssimo tênue, e reside em seu uso, e não em sua técnica. A animação tradicional costuma contar histórias por meio de personagens que se expressam e atuam no enredo, seguindo uma narrativa muito próxima da utilizada no cinema. O Motion Design, por sua vez, utiliza elementos abstratos como ferramentas para expor o que tem a dizer. Estes objetos não são parte da história, mas o que a leva adiante, sem o uso comum de alguma estrutura narrativa.

No fim das contas, estas áreas têm muito mais afinidades do que diferenças, afinal de contas ambas são repletas de profissionais criativos desafiando-se constantemente a explorar novas formas de criar vida.

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