Flamengo transforma a torcida em designer: o que o concurso da nova camisa ensina sobre branding, cocriação e inovação
- We Do Logos

- há 6 horas
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Poucas marcas esportivas conseguem envolver seus consumidores de forma tão intensa quanto o Flamengo. Mas, desta vez, o clube foi além do lançamento de um novo uniforme: decidiu entregar parte do processo criativo nas mãos da própria torcida.
A ação "Manto da Nação" convida torcedores a criarem o design de uma nova camisa oficial do clube. O projeto prevê um prêmio de R$ 10 mil para o autor da criação vencedora e coloca a Nação Rubro-Negra como protagonista de todas as etapas: criar, votar e vestir o uniforme escolhido.
Mais do que uma campanha de marketing, a iniciativa representa uma poderosa estratégia de branding participativo, tendência cada vez mais presente nas maiores marcas do mundo.

Muito mais que uma camisa
Segundo o Flamengo, esta é a primeira vez que a torcida participa oficialmente de todas as fases da criação de um uniforme.
O processo acontece em três etapas:
envio das propostas;
seleção das 10 melhores criações por uma comissão;
votação popular para definir o modelo vencedor.
Além do prêmio em dinheiro, o criador da camisa vencedora verá seu trabalho produzido em edição limitada, enquanto os demais finalistas também receberão uma unidade do modelo vencedor.
Essa estratégia cria algo muito maior do que uma simples ação promocional.
Ela gera pertencimento.
O poder da cocriação
Durante muitos anos, marcas acreditavam que deveriam criar tudo internamente.
Hoje, grandes empresas descobriram que envolver sua comunidade pode produzir resultados extraordinários.
Quando consumidores participam da construção de uma marca, eles deixam de ser apenas clientes.
Passam a ser embaixadores.
É exatamente esse conceito que o Flamengo está explorando.
O uniforme deixa de ser "uma camisa feita para a torcida".
Passa a ser uma camisa criada pela torcida.
Existe uma enorme diferença emocional entre essas duas propostas.
A repercussão foi imediata
O anúncio rapidamente ganhou destaque na imprensa esportiva, em portais de marketing e nas redes sociais.
Grande parte dos comentários elogiou a iniciativa por aproximar ainda mais o clube de sua torcida, enquanto outros torcedores já começaram a compartilhar conceitos e ideias para seus desenhos. Também houve debates sobre critérios de avaliação, direitos autorais e expectativa quanto ao modelo vencedor — discussões naturais em projetos colaborativos dessa dimensão.
Independentemente das opiniões, um fato é inegável:
o Flamengo conseguiu fazer milhares de pessoas falarem sobre uma camisa antes mesmo de ela existir.
Isso é branding.
O Flamengo inovou... mas esse modelo já existe há muitos anos
Embora a iniciativa seja inédita para um grande clube de futebol brasileiro, o conceito de concorrência criativa já é utilizado há bastante tempo em projetos de identidade visual.
Na We Do Logos, esse modelo faz parte da essência da empresa desde 2010.
Em vez de receber apenas uma proposta criada por um único profissional, o cliente recebe diversas linhas criativas, desenvolvidas por designers diferentes, podendo comparar estilos, conceitos e abordagens antes de escolher a identidade visual que melhor representa seu negócio.
Esse formato democratiza a criatividade e aumenta significativamente as possibilidades de encontrar uma solução realmente alinhada ao posicionamento da marca.
Um caso histórico: a identidade visual da Vila Madalena
Um dos maiores exemplos desse modelo aconteceu em 2017, quando foi realizada, por meio da We Do Logos, a concorrência criativa para desenvolver a identidade visual oficial do bairro Vila Madalena, em São Paulo.
O projeto ofereceu um prêmio de R$ 7 mil ao designer vencedor e mobilizou uma verdadeira comunidade criativa.
Os números impressionam:
mais de 100 designers participantes;
mais de 700 propostas enviadas;
dezenas de linhas conceituais completamente diferentes.
Veja o projeto aqui
O resultado foi uma enorme riqueza criativa, permitindo ao cliente avaliar diferentes interpretações da identidade do bairro antes de tomar sua decisão.

É exatamente esse princípio que vemos agora sendo aplicado pelo Flamengo.
Concorrência criativa gera diversidade
Quando apenas um designer desenvolve um projeto, naturalmente existe apenas uma visão criativa.
Quando centenas de profissionais participam, surgem interpretações completamente diferentes.
Algumas apostam no minimalismo.
Outras valorizam tradição.
Outras exploram inovação.
Essa diversidade amplia as possibilidades e torna a escolha muito mais estratégica.
No caso do Flamengo, será interessante observar como diferentes torcedores representarão elementos como:
a história do clube;
a paixão da torcida;
conquistas históricas;
símbolos do Rubro-Negro;
identidade cultural da Nação.
É justamente dessa pluralidade que costumam nascer as melhores ideias.
Como participar
As inscrições são realizadas pela plataforma oficial criada pelo Flamengo.
👉 Inscreva sua criação:Página oficial do concurso Manto da Nação
A grande lição para qualquer empresa
Talvez você não tenha milhões de torcedores.
Mas provavelmente possui clientes apaixonados pelo seu negócio.
E a pergunta é:
como eles podem participar da construção da sua marca?
Empresas que conseguem envolver seus consumidores em decisões criativas fortalecem o relacionamento, aumentam o engajamento e criam um sentimento de pertencimento muito mais forte do que campanhas tradicionais.
Foi isso que o Flamengo entendeu.
E é exatamente essa filosofia que inspira o modelo de concorrência criativa utilizado pela We Do Logos há mais de 15 anos.
Porque, muitas vezes, a melhor ideia não nasce da primeira proposta.
Ela nasce quando diferentes talentos têm a oportunidade de mostrar diferentes formas de enxergar a mesma marca.













































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