Nova marca da Light: após 30 anos, companhia atualiza sua identidade visual e inicia uma nova fase
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A Light apresentou uma nova identidade visual em agosto de 2026. Aos 121 anos, a companhia aposta em mudanças sutis na marca, novas cores, refinamentos tipográficos e um novo posicionamento para marcar uma fase de transformação e preparação para o futuro.
Grandes marcas nem sempre precisam mudar completamente para mostrar que estão evoluindo.
Em alguns casos, o caminho mais estratégico é preservar aquilo que já é reconhecido pelo público e, ao mesmo tempo, fazer ajustes capazes de aproximar a identidade visual das necessidades de uma nova época.
É exatamente esse o caminho escolhido pela Light, que acaba de apresentar uma nova identidade visual, acompanhada de um novo posicionamento de marca.
A mudança acontece em um momento simbólico: a companhia completa 121 anos de história e busca iniciar um novo ciclo, aproximadamente três décadas depois de uma importante transformação em sua trajetória empresarial.
A nova marca da Light
A nova identidade visual da Light mantém elementos fundamentais que fazem parte do reconhecimento histórico da companhia.
O tradicional verde da Light ganha ainda mais protagonismo, enquanto a paleta passa a incorporar novas possibilidades de tons, incluindo variações de verde e laranja.
A geometria modernista associada ao símbolo original também foi preservada, mas reinterpretada com curvas mais suaves e uma linguagem mais contemporânea.
Outro ponto importante está na tipografia.

Agencia responsável pelo rebranding: Ana Couto, veja aqui o case
Segundo a agência responsável pelo projeto, a marca passou por um refino tipográfico, buscando uma leitura mais humana, próxima e adequada aos diferentes ambientes em que a identidade precisa funcionar atualmente.
Ou seja: não estamos diante de uma ruptura completa.
Estamos diante de uma evolução de marca.
Por que a Light mudou sua identidade visual?
A resposta está muito mais relacionada ao negócio do que simplesmente à estética.
A Light atravessa um momento de transformação e pretende fortalecer sua posição diante de diferentes públicos, incluindo consumidores, colaboradores, investidores, poder público e empresários.
De acordo com a própria agência responsável pelo projeto, a companhia busca preservar sua credibilidade enquanto ganha mais consistência, presença e agilidade na comunicação.
Esse é um dos principais conceitos de um projeto de branding:
Uma marca não deve mudar apenas porque seu logotipo parece antigo. Ela precisa mudar quando o negócio, o mercado, o público ou o posicionamento também estão mudando.
No caso da Light, a atualização visual faz parte de um projeto muito maior.
A Light não mudou apenas a logo
Esse é talvez o ponto mais interessante do novo projeto.
A nova identidade visual faz parte de um rebranding completo, que envolve diferentes dimensões da marca.
O projeto inclui:
Nova identidade visual;
Novo posicionamento;
Nova campanha publicitária;
Novo conceito criativo;
Novo jingle;
Reposicionamento digital;
Novo site;
Atualização das lojas;
Novos uniformes;
Atualização da frota;
Revisão dos materiais de comunicação;
Novo tom de voz;
Revisão do portfólio de marcas.
Isso mostra uma diferença fundamental entre criar uma logo e construir uma marca.
Veja mais:




A logo é apenas uma parte do sistema.
A marca precisa funcionar em todos os pontos de contato com o consumidor.
“Tá tudo Light”: o novo posicionamento
A nova campanha chega acompanhada do conceito:
“Tá tudo Light”
E da assinatura:
“Prontos e Energizados”





A proposta busca mostrar a presença da Light no cotidiano das cidades e conectar a empresa a situações que representam movimento, energia e vida urbana.
A campanha explora cenas relacionadas ao dia a dia do Rio de Janeiro, como corridas noturnas, shows e outras atividades que dependem da energia para acontecer.
A estratégia é interessante porque desloca a comunicação da empresa de uma abordagem puramente funcional — “fornecemos energia” — para uma narrativa mais ampla:
a energia como aquilo que permite a cidade acontecer.
Uma marca com 121 anos precisa parecer antiga?
Essa é uma das grandes discussões que o caso da Light proporciona para profissionais de branding.
A empresa possui 121 anos de história, está profundamente conectada ao desenvolvimento do Rio de Janeiro e atende milhões de pessoas em sua área de concessão.
Ao mesmo tempo, precisa se comunicar em um ambiente cada vez mais digital, rápido e dinâmico.
A solução encontrada não foi abandonar a história.

Foi atualizar a maneira de apresentá-la.
A agência anacouto explica que o projeto buscou justamente preservar a credibilidade e o legado da marca, mas com uma expressão mais contemporânea, humana e preparada para novos ciclos.
Esse é um excelente exemplo de como funciona um rebranding estratégico.
O poder de uma marca reconhecida
A história da identidade visual da Light ajuda a entender por que uma mudança radical provavelmente não faria sentido.
O símbolo original da companhia foi criado na década de 1960 pelo designer Aloísio Magalhães, um dos nomes mais importantes do design brasileiro.

A solução visual utilizava o espelhamento da letra L para formar a representação de um raio — uma solução extremamente sintética para comunicar simultaneamente a marca e o segmento de energia.
Na década de 1990, quando a companhia passou por uma importante mudança empresarial, a identidade também foi revisada.
Um estudo citado em pesquisas sobre o redesign daquela época apontava que 94% da população reconhecia o símbolo criado por Aloísio Magalhães como pertencente à Light.
Diante desse nível de reconhecimento, a estratégia adotada foi revitalizar a marca em vez de simplesmente abandoná-la.
A história se repete, de certa forma, no projeto atual.
A Light continua utilizando um ativo visual extremamente reconhecível, mas atualiza sua expressão.
O que podemos aprender com a nova marca da Light?
O caso é especialmente interessante para empresas que estão pensando em criar uma logo, atualizar uma identidade visual ou fazer um rebranding.
1. Nem todo redesign precisa ser radical
Uma mudança de marca não precisa significar jogar tudo fora.
Em muitos casos, os elementos mais valiosos da identidade são justamente aqueles que já estão na memória do público.
A estratégia pode ser:
preservar + aprimorar + atualizar.
2. Reconhecimento de marca é um ativo
Quanto mais tempo uma empresa está no mercado, maior tende a ser o valor dos elementos visuais que o consumidor já reconhece.
Por isso, antes de mudar uma logo, é importante perguntar:
O que devemos preservar?
E não apenas:
O que devemos mudar?
Essa diferença pode determinar o sucesso de um redesign.
3. Logo não é sinônimo de branding
A nova Light mostra claramente isso.
O projeto não envolve somente um novo desenho.
Existe uma estratégia que conecta:
marca + posicionamento + identidade visual + comunicação + experiência + canais digitais + arquitetura de marcas.
Esse conjunto é o que constrói uma marca consistente.
A nova arquitetura de marcas da Light
Outro ponto relevante do projeto é a reorganização das diferentes áreas de atuação da companhia.
Entre as mudanças estão:
Light Geração, anteriormente Light Energia;
Light Soluções, anteriormente Conecta;
Light Distribuição, anteriormente Light SESA;
Light Comercialização, anteriormente Light COM.
A companhia também integra iniciativas como Instituto Light, Academia Light, Light Recicla, Centro Cultural Light e Museu Light da Energia à arquitetura da marca.
Essa decisão ajuda a criar uma percepção mais integrada da empresa.
Em vez de diversas marcas competindo pela atenção do público, existe uma intenção de fortalecer a marca-mãe Light.
Por que pequenas mudanças podem ter um grande impacto?
Quando observamos uma atualização de logo, é comum pensar:
“Mas mudou tão pouco.”
Esse é justamente o ponto.
Uma identidade visual eficiente não precisa necessariamente chamar atenção pela quantidade de mudanças.
Ela precisa resolver problemas.
Uma alteração tipográfica pode melhorar a leitura.
Uma nova paleta pode ampliar as possibilidades de aplicação.
Uma curva pode tornar um símbolo mais contemporâneo.
Uma arquitetura de marca pode facilitar a compreensão do portfólio.
Um novo tom de voz pode aproximar uma empresa de seus clientes.
Por isso, um redesign aparentemente pequeno pode representar uma mudança estratégica enorme.
Rebranding: quando sua empresa realmente precisa mudar?
O caso da Light também levanta uma pergunta importante:
Como saber se chegou a hora de atualizar a identidade visual da sua empresa?
Alguns sinais podem indicar que chegou o momento:
Sua empresa cresceu, mas a identidade permaneceu a mesma;
A logo não funciona bem em ambientes digitais;
A identidade visual é inconsistente;
A empresa mudou seu posicionamento;
O público-alvo mudou;
A marca parece desatualizada em relação aos concorrentes;
Existem várias versões da logo sendo utilizadas;
A comunicação não transmite mais o valor do negócio;
A empresa ampliou seus produtos ou serviços;
A marca não representa mais a empresa que você se tornou.
Nesses casos, talvez o problema não seja simplesmente a logo.
Pode ser necessário repensar a identidade visual da marca.
Saiba Mais sobre Rebranding aqui
A nova Light mostra que evolução não significa abandonar a história
Talvez essa seja a principal lição do novo projeto.
Uma marca com mais de um século de história não precisa escolher entre:
tradição ou modernidade.
Ela pode ter:
tradição + modernidade.
A Light preserva referências que fazem parte de sua história, mas atualiza sua linguagem para dialogar com um novo contexto.
É exatamente isso que um bom projeto de identidade visual deve fazer.
Não apagar o passado.
Mas transformar o legado em algo relevante para o futuro.
Conclusão
A nova marca da Light é um exemplo interessante de como o rebranding pode ser utilizado como ferramenta estratégica de negócio.
A companhia, que possui 121 anos de história, não escolheu uma ruptura completa com seu passado. Em vez disso, atualizou elementos reconhecíveis da identidade, ampliou sua linguagem visual e conectou a mudança a um novo posicionamento.
O projeto mostra que uma marca forte não precisa necessariamente ser reinventada.
Às vezes, ela precisa apenas ser refinada, reorganizada e preparada para uma nova fase.
E essa talvez seja a maior lição para qualquer empreendedor:
Sua marca não precisa parecer com a empresa que você abriu anos atrás.
Ela precisa representar a empresa que você quer construir daqui para frente.














































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